13 de dez de 2011

Que se f**a!


Para entender este post, assista primeiro ao vídeo abaixo. Demora um pouco, mas vale muito a pena.


Assistiu? Beleza.

Não dá pra assistir esse vídeo e não se encantar com os valores embutidos nele: a descoberta de si, do outro, do todo... Só que eu quero entrar mais em detalhes sobre um aspecto peculiar do curta: o desprendimento.

Léo é um adolescente que procura ter uma vida normal: vai à escola, apesar de um pequeno detalhe: ele é cego. Um dia, aparece Gabriel, um novo aluno que, através do simples ato de subir a rua para ir embora pra casa, começa uma amizade com Léo e sua melhor amiga, Giovana. Léo começa a descobrir que há entre ele e Gabriel algo a mais e, de forma surpreendente, descobre que seus sentimentos são correspondidos.

O mais interessante nisso tudo é a forma com que Léo lida com isso: ele diz à amiga Gi que acha que está apaixonado por Gabriel. Ela, tomada de surpresa, pergunta: "tipo namorado gay?" e Léo simplesmente responde: "é, acho que sim". Ele lida de forma simples com algo tão difícil de ser aceitado por quem quer que seja - e nisso eu incluo nós mesmo.

Aí você pode dizer que isso é só um vídeo e que a realidade é outra. Concordo em partes. Infelizmente a sociedade impõe que tenhamos um lado, que saiamos de cima do muro, levantemos bandeiras e coloquemos rótulos em nossas testas. E nos faz cobrar isso de nós mesmos. Mas Léo, mais do que ninguém, sabe o que é ser julgado diariamente. E, metaforicamente ou não, não enxerga nada disso - ou simplesmente não quer enxergar. Ou seja: dizer que é gay vira café pequeno.

Sim, é difícil se comportar dessa forma. Mas será que é tanto assim? O que falta em nós é, antes de tudo, um exercício de autoavaliação: se somos assim ou assado é problema nosso e o que os outros pensam ao nosso respeito é problema deles. E lembre-se: gente que cuida da sua vida merece ganhar um gato, que tem sete vidas exclusivas para se cuidar. ;)

(originalmente escrito em 03/11/2011)

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