3 de jan de 2012

Um novo (e belo) horizonte

Nunca imaginei que um biscoitinho da sorte pudesse ser tão assertivo.

Há cinco meses atrás eu não tinha grandes perspectivas sobre meu futuro. Me deixei levar pelo desenrolar das coisas. Então, um mês depois de ter tirado esse papelzinho aí em cima, comecei a viver uma grande reviravolta. Tanto que, se for para definir 2011 com uma palavra, esta será INTENSO. Foi o ano em que eu comprovei a teoria do "o que vem fácil, vai fácil" e, com isso, fechei ciclos muito importantes na minha vida: terminei meu primeiro namoro, fiquei desempregado, exorcisei fantasmas que há anos me assombravam e firmei, tanto na minha mente quanto no meu coração, tudo aquilo que eu quero para mim e que era hora de escolher entre a minha felicidade e a felicidade alheia. Os quatro últimos meses de 2011, em especial, ilustram bem esse ano tão intenso.

Quatro meses. Parece pouco, mas durante quatro meses vivi anos da minha vida que foram, por muito tempo, suprimidos do meu "processo de evolução natural". Por muito tempo eu permiti que o medo, a autossabotagem e a falta de amor próprio me impedissem de mover, mantendo-me num estado de comodismo que tornou-se sufocante. Sufoquei a mim e a muita gente com um egoísmo disfarçado de senso crítico; sufoquei muita gente que me ama com minha necessidade imediata de mudança sem nem saber que mudança era essa; e sufoquei meus maiores sonhos tentando ser alguém que eu nunca fui. Então eu criei coragem e disse sim. Sim à proposta, sim ao desafio, sim a mim mesmo. Levei meia hora para voltar ao meu estado de sanidade (meu Deus, eu vou pra BH! E agora? Socorro!) e, com uma determinação bem peculiar, fiz o que tinha que ser feito. Três dias depois do "sim" eu começava uma nova rotina e passava a descobrir, diariamente, alguns segredinhos sobre mim e sobre o mundo.

Descobri que só quem vê o pôr do sol sabe o valor que ele tem.

Descobri que tudo tem seu tempo MESMO e que forçar a barra só retarda o processo. Descobri que pessoas podem ser cruéis e que eu também sou uma pessoa (ou seja...). Descobri, ainda, que chorar alivia a alma, mas não resolve os problemas nem paga as contas. E descobri que o medo do novo explica, mas não justifica a apatia. Aliás, viver com medo é, sim, viver pela metade. E com tantas descobertas eu aprendi muito. Cresci, sou bem diferente do que era há cinco meses atrás. Alguns dizem apenas que mudei, outros são taxativos: fiquei metido. Para mim, o protagonista dessa mudança toda, sou o mesmo de sempre com valores e experiência de vida drasticamente revistos. O fato é que não posso ser indiferente a tudo o que aconteceu comigo nesses últimos quatro meses - coisas que só aconteceram quando eu quis, de verdade, que acontecessem.

Descobri também a cerveja Backer. E, com ela, copos amigos para brindar a uma vida cheia de surpresas...

Ainda há muito a ser vivido, mais ainda a ser descoberto. E isso me faz ter uma grande - e óbvia - certeza: é pra frente que se anda. E eu só volto quando o mundo inteiro não mais me bastar.

***

Feliz 2012, pessoal! Com ou sem biscoitinho da sorte, que o futuro de vocês também seja emocionante como o meu tem sido. Muita saúde, paz e sonhos realizados! ;)

4 comentários:

  1. ano novo, Tonho novo, e daqui a 16 dias tudo de novo em Tramandaí, mas dessa vez sem chuva, por favor aushaushaushaus

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  2. Tonis.. que 2012 seja de mto sucesso!!! ver sua vitória assim me dá uma esperança!!!! Espero chegar aonde vc está chegando..vc vai longe amado. amoooo

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  3. LIndo lindo .... é interessante e emocionante ler seu post pq eu também vivi um pouco dessa tranformação + ou - um ano átras.
    Tudo de bom pra todos nós neste próximo ano que se inicia. Que os desafios apareçam e tenhamos força e esperança para encará-los sempre, pois é esta força que nos move. Te adoroo =)

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  4. ALLAN SILVEIRA: ano novo, Tonho novo e, daqui uns dias, as boas e velhas delícias de sempre! ;)

    TIA NANDA: Fia, NÓS vamos longe. É só acreditar e não ficar parada, hein? Ainda te arrasto pra cá, sua linda! ;)

    UNKNOWN: Se a lagarta não "sofresse" a metamorfose, ela jamais seria borboleta, não é mesmo? Sucesso pra você também!

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